A moeda norte-americana encerrou a sessão desta quinta-feira (1º) com valorização de 0,97%, cotada a R$ 5,224. O movimento foi impulsionado pela escalada das tensões no Oriente Médio e pelo expressivo avanço do petróleo, fatores que levaram investidores a buscar ativos considerados mais seguros no mercado global.

Oscilação ao longo do dia

Durante o pregão, o dólar registrou a mínima de R$ 5,169, por volta das 9h40, e atingiu a máxima de R$ 5,240, pouco antes das 14h. Apesar da alta desta sessão, a divisa americana ainda acumula recuo de 4,83% em relação ao real no acumulado do ano.

O fortalecimento do dólar foi observado também no exterior. O índice DXY, que compara o desempenho da moeda americana frente a seis divisas de economias desenvolvidas, subiu 0,58%, chegando a 102,040 pontos.

Petróleo em alta e preocupações com inflação

O barril do petróleo tipo Brent avançou 4,37%, encerrando cotado a US$ 102,31. Já o WTI, referência no mercado americano, subiu 2,71%, fechando a US$ 92,87. A valorização das commodities acendeu alertas sobre pressões inflacionárias globais e reforçou a demanda por moedas consideradas defensivas.

A alta do petróleo ganhou força à tarde, após informações sobre movimentação de tropas norte-americanas para a região do Oriente Médio e novas incertezas relacionadas ao conflito envolvendo o Irã. O mercado também monitorou a possibilidade de liberação de estoques de diesel pela União Europeia e a suspensão, pela China, das exportações de derivados de petróleo para destinos fora de Hong Kong e Macau, sem prazo definido para retomada.

Bolsa fecha em alta, puxada pela Petrobras

Enquanto o câmbio avançou, a bolsa de valores brasileira seguiu na direção contrária. O Ibovespa encerrou o pregão com alta de 0,46%, aos 187.197,46 pontos, sustentado principalmente pela valorização das ações da Petrobras. O desempenho positivo da estatal ocorreu mesmo diante da cautela dos investidores com o cenário externo e com a proximidade do primeiro turno das eleições. O volume financeiro negociado no dia somou R$ 26 bilhões.

Com informações de Tribuna do Paraná.

Fonte: Tribuna do Paraná.