A partir de janeiro de 2027, Sergio Moro (PL) estará à frente do governo do Paraná com uma pauta intensa de infraestrutura já em andamento. Seis lotes de rodovias estaduais estão sob regime de concessão — contratos firmados ainda durante a administração de Ratinho Júnior (PSD), com operações iniciadas entre 2024 e 2026 — e abrangem quase 2 mil quilômetros de vias, com previsão de duplicações e novos contornos rodoviários.

Apesar de o Paraná figurar entre os estados com melhor avaliação de malha viária na Região Sul, dados da Confederação Nacional do Transporte (CNT) mostram que cerca de 50,8% da extensão das rodovias estaduais apresenta condições regulares (42,5%) ou ruins (8,3%). Apenas os problemas de pavimentação já encarecem em 24% os custos operacionais do transporte rodoviário. Para recuperar a malha viária paranaense, a entidade estima que seriam necessários investimentos entre R$ 2,6 bilhões e R$ 5,45 bilhões.

Nas concessões em vigor, a responsabilidade pela execução das obras recai sobre as concessionárias. Ao poder público — estadual e federal — cabem o planejamento, a regulação e a fiscalização dos contratos. Em casos de descumprimento, estão previstas multas diárias, retenção de repasses e, em situações mais graves, intervenção ou rescisão da concessão.

Nos próximos quatro anos, Moro terá de acompanhar o andamento dessas obras e garantir que os benefícios cheguem à população. Além disso, durante a campanha eleitoral, ele apresentou um conjunto de projetos próprios que pretende viabilizar ao longo do mandato.

Projetos rodoviários prometidos por Moro

Entre os compromissos assumidos na área de infraestrutura viária, o governador eleito listou iniciativas como:

  • Ampliar o Contorno Leste de Curitiba de duas para três pistas, no trecho entre o trevo da BR-116, em Fazenda Rio Grande, e o trevo da BR-277, no acesso a Paranaguá;
  • Viabilizar a implantação do Contorno Norte de Curitiba — cuja concessão prevê apenas a elaboração do projeto de engenharia;
  • Implantar o Contorno Rodoviário de Irati, na BR-153;
  • Implantar o Contorno de Cascavel;
  • Garantir a execução do Viaduto do Orleans, conforme determinação judicial decorrente de acordo de leniência da Operação Lava Jato;
  • Garantir a execução da rodovia PR-487 (também denominada PR-RC487), entre Ipiranga e Ivaí, passando pelo distrito de Bom Jardim do Sul;
  • Buscar, em parceria com o governo federal, a ampliação da capacidade da BR-153 entre Irati, Rebouças, Rio Azul, Paulo Frontin e Paula Freitas;
  • Buscar, em parceria com a União, a ampliação das rodovias BR-476 e BR-153, com trechos de duplicação e viadutos, entre Lapa, São Mateus do Sul, União da Vitória e General Carneiro;
  • Viabilizar o Contorno Leste de Londrina;
  • Promover melhorias nas rodovias PR-445, PR-317 e BR-153;
  • Criar novos corredores logísticos, como a Estrada da Limeira;
  • Atuar na modelagem da nova concessão da Malha Sul;
  • Retirar trens de carga do interior das cidades;
  • Concluir a terceira pista do Aeroporto Internacional Afonso Pena.

Obras em saúde, educação e cultura

A agenda de infraestrutura vai além das rodovias. Na área da saúde, o Novo Hospital e Maternidade Municipal de São José dos Pinhais já está em construção, com mais de 50% das obras concluídas. Moro também assumiu o compromisso de construir outros nove hospitais regionais no estado.

Na educação, dez colégios estaduais estão simultaneamente em obras nos municípios de Paranaguá, Guaraqueçaba, Matinhos e Pontal do Paraná. O plano de governo também prevê a construção de 40 novos colégios estaduais por meio de parcerias público-privadas (PPPs).

Na área cultural, Curitiba concentra projetos como a modernização do Teatro Guaíra e intervenções no Museu da Imagem e do Som do Paraná (MIS-PR) e no Museu de Arte Contemporânea (MAC-PR).

O peso jurídico das promessas

Todo candidato ao Executivo — seja no âmbito municipal, estadual ou federal — é obrigado a apresentar um plano de governo à Justiça Eleitoral. O documento reúne diretrizes e compromissos da campanha, mas não tem valor de lei após a eleição. Ainda assim, funciona como instrumento de referência para que eleitores possam acompanhar e cobrar a execução das propostas ao longo do mandato.

O plano de Moro está estruturado em um modelo de Governança Regionalizada, organizado em cinco eixos temáticos. As propostas de obras e projetos estão disponíveis na aba "Propostas" da página do candidato no sistema DivulgaCand, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Com informações de Tribuna do Paraná.

Fonte: Tribuna do Paraná.