A indústria brasileira encerrou outubro com mais um mês de desconfiança: o Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei), calculado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), avançou 1,3 ponto no período e chegou a 46,2 pontos — ainda abaixo do limite de 50 pontos que separa o pessimismo do otimismo. O resultado marca o 22º mês consecutivo em que o setor opera sem confiança.

Condições atuais no pior nível desde a pandemia

O componente que mede a percepção dos empresários sobre o momento presente piorou e atingiu o nível mais baixo desde julho de 2020, auge da crise provocada pela pandemia de covid-19. O Índice de Condições Atuais recuou 0,2 ponto e ficou em 40 pontos em outubro.

Entre os fatores que explicam a deterioração estão a retração na demanda por produtos industriais, a pressão sobre os custos de produção e as incertezas no cenário econômico internacional. A CNI destacou que os custos elevados têm comprometido a saúde financeira das empresas, aprofundando as dificuldades do setor.

Expectativas para os próximos seis meses melhoram

Em sentido oposto, o Índice de Expectativas — que capta as perspectivas dos empresários para o semestre seguinte — subiu 2,1 pontos e alcançou 49,3 pontos. O número se aproxima da marca de 50 pontos e indica uma redução do pessimismo em relação ao horizonte de curto prazo.

Metodologia da pesquisa

O levantamento foi conduzido entre os dias 1º e 7 de outubro com 1.103 empresas industriais de todo o Brasil, distribuídas da seguinte forma:

  • 456 pequenas empresas
  • 414 médias empresas
  • 233 grandes empresas

Com informações de Tribuna do Paraná.

Fonte: Tribuna do Paraná.