O Ministério Público do Trabalho no Paraná (MPT-PR) emitiu, na tarde desta terça-feira (27), uma recomendação formal ao vereador de Curitiba e deputado federal eleito Guilherme Kilter. A medida foi tomada após o órgão receber uma denúncia de assédio eleitoral relacionada a declarações feitas pelo parlamentar em suas redes sociais, nas quais ele incentivava empresários a demitir funcionários por razões políticas.
O que diz a recomendação
O MPT-PR determinou que Kilter publique uma retratação pública no mesmo perfil em que os conteúdos foram veiculados, mantendo-a no ar por pelo menos cinco dias. Além disso, o parlamentar deverá:
- Remover todas as publicações em que estimulou a discriminação de trabalhadores por convicção política, sejam elas em redes sociais, sites ou aplicativos de mensagens;
- Abster-se de incitar, orientar ou solicitar que empregadores prejudiquem, demitam ou persigam empregados em razão de suas crenças ou posicionamentos políticos.
O cumprimento da recomendação deve ser comprovado em até 48 horas após o recebimento da notificação. O descumprimento poderá acarretar a adoção de medidas administrativas e judiciais por parte do MPT.
O vídeo que motivou a denúncia
A denúncia teve origem em um vídeo divulgado por Kilter em seu perfil no Instagram, no qual ele se dirigiu diretamente a empresários e sugeriu que eventuais cortes de pessoal ou reestruturações nas empresas começassem pelos trabalhadores que votaram em Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições presidenciais. No conteúdo, o parlamentar chegou a afirmar que esses funcionários seriam "bem cuidados" pelo governo federal e pediu que o vídeo fosse compartilhado para ampliar a mensagem.
Parlamentar diz não ter sido notificado
Procurado pela reportagem, Guilherme Kilter afirmou não ter sido notificado sobre nenhuma recomendação do Ministério Público do Trabalho até o momento do contato.
Com informações de Tribuna do Paraná.
Fonte: Tribuna do Paraná.



