O ciclo de testes do Bonde Urbano Digital (BUD) na Região Metropolitana de Curitiba foi encerrado. Depois de dez meses rodando no trecho entre os terminais de Pinhais e Piraquara, o protótipo será restituído à empresa que o fabricou, com o encerramento formal do contrato experimental.
Resultados do período experimental
Ao longo da fase de testes, o veículo completou 633 viagens, cobriu 6.433 quilômetros e levou 10.879 passageiros. Uma pesquisa conduzida pela Agência de Assuntos Metropolitanos do Paraná (Amep) registrou avaliação média de 8,78 entre os usuários que utilizaram o serviço no período.
Com o fim da operação, a Amep passa a analisar tecnicamente as informações reunidas durante os dez meses de funcionamento. O trabalho tem como objetivo comparar o desempenho do BUD com outras soluções de transporte público de maior capacidade, como o BRT elétrico e o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT).
Dados relativos a consumo energético, níveis de ruído, sistema de climatização e segurança operacional também serão repassados ao Ministério das Cidades para embasar estudos e projetos de mobilidade urbana em âmbito nacional.
Adoção permanente ainda é incerta
O encerramento dos testes não garante que o modelo será adotado no Paraná. Caso o governo estadual opte futuramente por implantar o BUD em caráter definitivo, será necessário abrir processo licitatório e construir toda a infraestrutura exigida para a operação — incluindo estações próprias, garagens, centro de controle e rede de fornecimento de energia.
O veículo elétrico mede 30 metros de comprimento e tem capacidade para transportar até 280 passageiros por viagem. Para viabilizar os testes, o Terminal São Roque, em Piraquara, passou por adaptações para servir como base de manutenção e recarga, e ímãs foram instalados na pista e na Rodovia Deputado João Leopoldo Jacomel para auxiliar o sistema de condução autônoma do bonde.
Frequência limitada gerou insatisfação
Apesar da infraestrutura montada, a operação experimental ficou restrita a quatro viagens diárias, realizadas em cinco dias por semana. Em comparação, a linha convencional São Roque/Pinhais executa 141 viagens por dia útil, somando os dois sentidos. A diferença na frequência gerou reclamações de passageiros que continuaram enfrentando superlotação nos horários de maior movimento.
Com informações de Tribuna do Paraná.
Fonte: Tribuna do Paraná.



