O segundo turno das eleições presidenciais em Curitiba confirmou a vantagem de Flavio Bolsonaro (PL) na capital paranaense. O candidato do PL obteve 702 mil votos, o equivalente a 62,29% dos votos válidos, enquanto Luiz Inácio Lula da Silva (PT) somou 425 mil votos, representando 37,71%. A margem entre os dois foi de cerca de 277 mil votos.

Em uma comparação entre os dois turnos, Lula foi o candidato que mais ampliou seu eleitorado em Curitiba em termos proporcionais. O petista passou de 332 mil para 425 mil votos — um crescimento de aproximadamente 93 mil votos, com a fatia percentual subindo de 30,37% para 37,71%. Bolsonaro, por sua vez, acrescentou cerca de 73 mil votos ao total obtido na primeira etapa, saltando de 628 mil para 702 mil votos e de 57,50% para 62,29%.

Esse avanço das duas candidaturas decorreu tanto da migração de eleitores que haviam votado em candidatos eliminados no primeiro turno quanto de um maior comparecimento às urnas. As abstenções recuaram 31,1 mil entre os dois turnos — de 279 mil para 247,9 mil —, indicando maior mobilização do eleitorado curitibano na etapa decisiva.

Brancos, nulos e abstenções

O número de votos em branco registrou queda expressiva: no primeiro turno, foram 19.244 votos brancos (1,69% do total); no segundo, esse número caiu para 15.062 (1,29%), uma redução de mais de 4 mil eleitores. O dado sugere que boa parte desse grupo optou por se posicionar entre um dos dois candidatos na fase final da disputa.

Já os votos nulos apresentaram leve alta, passando de 23.414 (2,06%) no primeiro turno para 24.685 (2,12%) no segundo, acréscimo de 1.271 votos.

Força da direita no Paraná

O resultado em Curitiba reflete um cenário político historicamente favorável às forças conservadoras no Paraná. O desempenho de Bolsonaro foi sustentado pelo alinhamento com lideranças regionais de peso, como o governador Ratinho Jr., o governador eleito Sergio Moro e o prefeito de Curitiba, Eduardo Pimentel.

A eleição de parlamentares como Deltan Dallagnol (Novo) e Filipe Barros (PL) reforça a predominância de bancadas conservadoras tanto na Assembleia Legislativa do Paraná quanto na Câmara dos Deputados.

O segundo turno também evidenciou rupturas em alianças locais. O apoio declarado do ex-prefeito Rafael Greca (MDB) — que integrou como candidato a vice-governador a chapa de Sandro Alex (PSD) — a Lula surpreendeu parte dos aliados políticos na região.

Com informações de Tribuna do Paraná.

Fonte: Tribuna do Paraná.