Burocracia pesa sobre os negócios
Uma pesquisa realizada pela G4, plataforma voltada a soluções corporativas para micro, pequenas e médias empresas, revela que sete em cada dez empresários brasileiros classificam a burocracia do país como alta ou insuportável. O estudo coletou respostas de 800 empreendedores distribuídos por todas as regiões do Brasil.
Para Tallis Gomes, presidente da G4, os resultados evidenciam um ambiente de negócios complexo e reforçam a expectativa do setor produtivo por iniciativas que melhorem a competitividade das empresas brasileiras no próximo governo.
Eleições de 2026 no radar dos empreendedores
O levantamento também indica que 68% dos empresários acreditam que o resultado das eleições presidenciais de 2026 terá reflexos diretos em seus negócios. Apenas um em cada dez participantes considera o ambiente econômico atual favorável para empreender.
Reforma tributária gera incerteza
A reforma tributária em curso no país é vista com reservas ou incerteza por 78% dos entrevistados, com maior concentração de ceticismo nas regiões Sul e Sudeste. As dúvidas se concentram principalmente na definição da alíquota-base do futuro Imposto sobre Valor Agregado (IVA), que reunirá tributos federais, estaduais e municipais em um único modelo.
Para 54% dos empresários, as mudanças no sistema tributário vão encarecer a operação das empresas. Outros 27% ainda não conseguem dimensionar os efeitos das alterações, que exigirão adaptações em sistemas e processos durante a fase de implementação.
Juros e crédito lideram lista de obstáculos
Quando questionados sobre os principais entraves ao crescimento, os empresários apontaram:
- Juros altos e custo do crédito — citados por 25% dos entrevistados;
- Falta de mão de obra qualificada — mencionada por 24%;
- Carga tributária elevada — indicada por 20%.
O que os empresários esperam do próximo governo
Entre as medidas mais desejadas para o período pós-eleição, a redução de impostos sobre as empresas lidera com folga, sendo citada por 46% dos respondentes. A facilitação e o barateamento do crédito aparecem em segundo lugar, com 15%. Já políticas industriais voltadas à inteligência artificial e à tecnologia são prioridade para apenas 3% dos entrevistados, sinalizando que tributos e acesso ao crédito concentram as principais demandas das pequenas e médias empresas no curto prazo.
Com informações de Tribuna do Paraná.
Fonte: Tribuna do Paraná.



