O dólar encerrou a sessão de segunda-feira (14) em alta de 0,49%, cotado a R$ 5,149, em um pregão marcado pela cautela dos investidores diante de tensões nos mercados internacionais. Ao longo da manhã, a moeda americana chegou ao pico de R$ 5,183, mas recuou à tarde após declarações do presidente norte-americano Donald Trump sinalizando a possibilidade de negociações com o Irã, o que aliviou parte das preocupações com o fornecimento global de petróleo.
Bolsa em queda
O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, terminou o dia aos 185.500,88 pontos, com recuo de 0,91%. O desempenho foi pressionado, especialmente, pelas ações do setor de mineração, reflexo da queda nos contratos futuros de minério de ferro negociados na China. O volume financeiro movimentado ao longo do pregão somou R$ 24,4 bilhões.
Petróleo em alta
O barril de petróleo do tipo Brent fechou cotado a US$ 105,68, alta de 1,02% no dia. Durante a sessão, o produto chegou a ser negociado a US$ 109,80, impulsionado por novos ataques a infraestruturas energéticas na Arábia Saudita e a embarcações no Oriente Médio. No acumulado do ano, o barril registra valorização de aproximadamente 75%.
Fatores internos e externos no radar
No cenário doméstico, as incertezas políticas também contribuíram para o humor negativo dos mercados. Os investidores acompanharam de perto a crise no Supremo Tribunal Federal (STF) e os desdobramentos das investigações envolvendo o Banco Master. Uma questão relacionada ao ministro Alexandre de Moraes estava prevista para ser apreciada pelo plenário da corte nesta terça-feira (15).
No plano externo, o mercado aguarda a decisão do Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos, sobre a taxa de juros americana, prevista para quarta-feira (17). A escalada do petróleo eleva as preocupações com a inflação e pode influenciar as escolhas de política monetária das principais economias do mundo.
Com informações de Tribuna do Paraná.
Fonte: Tribuna do Paraná.



