O Banco Central (BC) divulgou nesta terça-feira (13) que o volume de recursos esquecidos em instituições financeiras do país somava R$ 5,79 bilhões. Os valores estão disponíveis para consulta e resgate tanto por pessoas físicas quanto por empresas, por meio do Sistema Valores a Receber (SVR), plataforma oficial da autarquia.
Do total, R$ 4,31 bilhões são referentes a 23,94 milhões de pessoas físicas, enquanto R$ 1,48 bilhão corresponde a 2,36 milhões de pessoas jurídicas. O montante representa crescimento de 2,6% frente aos R$ 5,65 bilhões registrados no mês anterior.
A maioria dos beneficiários tem direito a valores relativamente baixos: 69,4% dos casos envolvem quantias de até R$ 10, e outros 18,95% se enquadram na faixa entre R$ 10,01 e R$ 100. Apenas 2,21% dos titulares têm mais de R$ 1 mil a receber.
Onde estão os recursos
Os bancos concentram a maior fatia do montante, com R$ 2,46 bilhões — equivalente a 42,4% do total. As administradoras de consórcios respondem por R$ 1,97 bilhão, as cooperativas de crédito por R$ 805,6 milhões e as instituições de pagamento por R$ 369,6 milhões.
Esses recursos pertencem a clientes que, por diferentes razões, não realizaram o resgate. As situações mais comuns incluem contas correntes ou poupanças encerradas com saldo remanescente, cobranças indevidas de tarifas, sobras de grupos de consórcio encerrados e saldos em contas de pagamento pré ou pós-pagas desativadas.
Como consultar e resgatar
O acesso ao SVR é feito exclusivamente pelo portal oficial do Banco Central. Pessoas físicas precisam informar CPF e data de nascimento; empresas devem fornecer os dados cadastrais correspondentes. As instruções para solicitar o resgate são apresentadas pela própria plataforma após a consulta.
- Quando disponível, a devolução via Pix ocorre em até 12 dias úteis;
- Quem não possui chave Pix deve entrar em contato diretamente com a instituição indicada pelo sistema para definir outra forma de recebimento;
- Em caso de titular falecido, herdeiros, testamentários, inventariantes ou representantes legais podem realizar a consulta e o pedido de resgate.
O Banco Central reforça que o serviço é totalmente gratuito. Não é necessário contratar intermediários ou pagar qualquer taxa para consultar ou recuperar os valores.
Conexão com o Desenrola 2.0
Em maio, o governo federal anunciou a utilização de parte desses recursos esquecidos para financiar o Desenrola 2.0, programa de renegociação de dívidas. Cerca de R$ 5,7 bilhões foram transferidos ao Fundo de Garantia de Operações (FGO) ao final daquele mês.
A operação passou a ser investigada pelo Tribunal de Contas da União (TCU), que analisa o uso de recursos fora do Orçamento da União em programas federais. A preocupação central é que movimentações externas ao orçamento não estão sujeitas aos mesmos controles fiscais aplicados às despesas públicas regulares.
Com informações de Tribuna do Paraná.
Fonte: Tribuna do Paraná.



