A administração municipal de Maringá, no Norte do Paraná, confirmou oficialmente a passagem de um tornado pela cidade ocorrida entre a noite de domingo (1º) e a madrugada de segunda-feira (2). De acordo com meteorologistas do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), o fenômeno foi preliminarmente classificado como F2 na Escala Fujita.
A categoria F2 indica ventos entre 180 km/h e 253 km/h — força suficiente para derrubar árvores, remover telhados, estruturar edificações e arremessar objetos a longas distâncias. A Escala Fujita é utilizada para medir a intensidade de tornados com base nos danos causados, e vai do nível F0, o mais fraco, ao F5, o mais devastador.
Dimensão dos estragos em Maringá
O levantamento realizado pela Prefeitura de Maringá registrou 363 ocorrências de queda de árvores em toda a cidade. Além disso, foram contabilizados danos em 36 imóveis, seis veículos e sete postes. Cerca de 600 pessoas buscaram lonas junto à administração municipal para proteger suas residências danificadas.
O Corpo de Bombeiros também foi afetado: a cobertura do quartel da corporação cedeu com a força dos ventos, e fragmentos da estrutura atingiram arquivos, mobiliário e equipamentos eletrônicos. Diversas ruas ficaram interditadas em razão das árvores tombadas sobre as vias.
Mais de 48 mil imóveis sem fornecimento de energia
Um dos impactos mais severos do tornado foi a interrupção no abastecimento de energia elétrica. Até o início da noite de terça-feira (3), mais de 48 mil imóveis permaneciam sem luz em Maringá, conforme dados da Companhia Paranaense de Energia (Copel). Do total, mais de 39 mil residências estavam sem eletricidade há mais de 24 horas.
Para acelerar o restabelecimento do serviço, a Copel informou ter mobilizado aproximadamente 900 trabalhadores para atuar nos reparos na rede elétrica do município.
Com informações de Tribuna do Paraná.
Fonte: Tribuna do Paraná.



