A poliomielite é uma doença infectocontagiosa provocada pelo poliovírus que pode comprometer o sistema nervoso e deixar sequelas permanentes. Nos quadros mais graves, o vírus atinge neurônios motores e causa fraqueza muscular e paralisia flácida — em geral nos membros inferiores, mas também podendo afetar os braços e os músculos usados na respiração e na deglutição. Quando há destruição dessas células nervosas, as sequelas tendem a ser irreversíveis.
Como o vírus se transmite
A principal via de contágio é a fecal-oral: o vírus se espalha pelo contato com fezes de pessoas infectadas, por meio de água, alimentos ou mãos contaminadas. A transmissão também pode ocorrer pelo contato com secreções da boca e da garganta. Em grande parte dos casos, a infecção não produz nenhum sintoma aparente — o que torna a vacinação ainda mais importante para impedir a circulação silenciosa do agente infeccioso.
Calendário de vacinação contra a poliomielite
Segundo o Calendário Nacional de Vacinação do Ministério da Saúde, a imunização contra a poliomielite deve ser iniciada aos dois meses de vida. O esquema completo prevê três doses iniciais e dois reforços. Atualmente, o Sistema Único de Saúde (SUS) adota exclusivamente a vacina inativada poliomielite (VIP), aplicada por injeção. A vacina oral — popularmente conhecida como "gotinha" — foi retirada da rotina de vacinação. As etapas são as seguintes:
- 2 meses: primeira dose da VIP;
- 4 meses: segunda dose da VIP;
- 6 meses: terceira dose da VIP, encerrando o esquema básico;
- 15 meses: primeiro reforço da VIP;
- 4 anos: segundo reforço da VIP.
O pediatra Azamir Wiliams, professor do curso de Medicina da Uniderp, recomenda que pais e responsáveis verifiquem com regularidade a caderneta de vacinação dos filhos para garantir que todas as doses estejam em dia.
O que fazer se alguma dose estiver atrasada
Caso a criança perca a data prevista para qualquer uma das doses, os pais ou responsáveis devem se dirigir à Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima com a caderneta de vacinação em mãos. Os profissionais de saúde avaliarão o histórico de imunização e indicarão quais doses ainda precisam ser aplicadas. Em geral, não é necessário recomeçar o esquema do zero: as doses já recebidas e consideradas válidas são aproveitadas no plano de atualização. Se a caderneta tiver sido extraviada, a equipe da UBS orientará a família sobre os próximos passos.
Por que manter a vacinação em dia é essencial
O Brasil está livre da circulação do poliovírus selvagem desde 1990, mas a doença ainda não foi erradicada em todo o mundo. A persistência do vírus em outros países e o registro de casos associados a poliovírus derivados da vacina em diferentes regiões do globo reforçam a necessidade de manter altas coberturas vacinais. A vacinação em dia protege individualmente cada criança e contribui para que o vírus não volte a circular em território nacional.
Com informações de Tribuna do Paraná.
Fonte: Tribuna do Paraná.



