O corpo de Thaissa Gabriely de Oliveira Marques, de 21 anos, foi sepultado na tarde deste sábado (12) em Londrina, no norte do Paraná. A jovem, estudante do curso de Nutrição, havia sido assassinada na véspera, na sexta-feira (11), após resistir a uma tentativa de estupro.

O crime

O ataque ocorreu na Avenida Celso Garcia Cid, na zona leste de Londrina, enquanto Thaissa realizava um trabalho temporário de distribuição de panfletos em frente a uma academia. Segundo as autoridades, ela foi abordada por um homem que tentou abusá-la sexualmente e, ao reagir, foi esfaqueada e morta no local.

O suspeito foi detido pouco depois do crime. A Polícia Civil informou que as investigações seguem em andamento para esclarecer todos os detalhes do caso, que gerou forte comoção na cidade e repercutiu amplamente nas redes sociais.

Repercussão e nota da prefeitura

A Prefeitura de Londrina manifestou pesar pelo ocorrido em suas redes oficiais, reafirmando o compromisso da gestão municipal com o enfrentamento à violência contra a mulher. No texto publicado, o município destacou que a jovem teve a vida ceifada de forma brutal, assim como ainda acontece com muitas mulheres vítimas de feminicídio no país.

Laboratório da UEL aponta feminicídio

O Laboratório de Estudos de Feminicídios da Universidade Estadual de Londrina (UEL) também divulgou nota de pesar e defendeu que o caso seja investigado e tratado como feminicídio. Para os pesquisadores, o assassinato reflete a lógica de apropriação e domínio sobre o corpo feminino, que não se restringe a relações íntimas ou familiares.

No documento, o laboratório argumenta que a violência de gênero pode ser praticada também por desconhecidos. Segundo a nota, o agressor tratou o corpo de Thaissa como um território sobre o qual julgava ter poder de avançar e decidir, atacando-a enquanto mulher ao tentar submetê-la sexualmente e ceifando sua vida ao encontrar resistência.

Com informações de Tribuna do Paraná.

Fonte: Tribuna do Paraná.