A renovação da concessão do transporte coletivo de Curitiba — processo que vai definir quais empresas serão responsáveis por operar os ônibus da capital paranaense nos próximos anos — segue sem prazo definido para ser concluída. Diferentes obstáculos têm impedido o avanço da licitação, gerando incerteza tanto para os operadores quanto para os usuários do sistema.

O que está em jogo

A concessão em vigor já se estende por meio de prorrogações sucessivas, situação que especialistas apontam como prejudicial à qualidade do serviço e aos investimentos no setor. Sem um contrato novo e de longo prazo, as empresas tendem a adiar a renovação da frota e a modernização das operações.

Os principais entraves

  • Disputas jurídicas e questionamentos ao edital elaborado pelo poder público municipal;
  • Dificuldades na definição de critérios técnicos e econômicos que equilibrem o interesse público e a viabilidade financeira das operadoras;
  • Negociações ainda em curso entre a Prefeitura de Curitiba e os agentes envolvidos no setor.

Impacto para os curitibanos

Enquanto o impasse persiste, os usuários do transporte público seguem convivendo com um sistema que carece de previsibilidade sobre melhorias estruturais. A definição do novo contrato de concessão é considerada fundamental para garantir investimentos em frota, tecnologia e acessibilidade nas linhas que atendem a cidade.

A Prefeitura de Curitiba, por meio do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc) e da Urbanização de Curitiba (Urbs), é responsável pela condução do processo licitatório, mas ainda não divulgou um calendário definitivo para a retomada ou conclusão das etapas pendentes.

Com informações de Tribuna do Paraná.