O Ministério Público do Paraná (MPPR) formalizou denúncia criminal contra o deputado estadual Tito Barrichelo (PL) e a vereadora de Curitiba Tathiana Guzella (PL), casados entre si, pelo envolvimento em uma ação policial realizada em março de 2024 sem o conhecimento ou a aprovação da Polícia Civil do Paraná.
O episódio
Na ocasião, o casal — acompanhado de um terceiro policial civil — divulgou um vídeo nas redes sociais no qual afirmavam estar cumprindo um mandado de prisão. Nas imagens, Tito e Tathiana apareciam com coletes balísticos identificados com o símbolo da Polícia Civil, e o deputado empunhava um fuzil. Apesar de as publicações associarem a operação a uma investigação de homicídio, o MPPR apontou que o mandado em questão era por descumprimento de medida protetiva relacionada a um caso de violência doméstica — informação revelada pelo telejornal Boa Noite Paraná, da RPC.
Acusações do Ministério Público
De acordo com a denúncia, os três envolvidos teriam cometido abuso de autoridade ao se valerem das funções de policiais para obter exposição pública e promoção pessoal com fins eleitorais. O MPPR também pede que Tito Barrichelo e o outro agente respondam por porte ilegal de arma de fogo de uso restrito, em razão do uso do fuzil sem autorização. Os denunciados têm 15 dias para apresentar defesa preliminar.
Situação funcional dos envolvidos
À época do ocorrido, Tito já havia sido eleito deputado estadual e estava afastado do cargo de delegado da Polícia Civil. Tathiana, também delegada de carreira, encontrava-se igualmente afastada e atuava como assessora parlamentar. A Corregedoria da corporação informou que, por estarem afastados, não lhe cabe instaurar procedimento disciplinar contra os dois. A própria Polícia Civil conduziu o inquérito que resultou no indiciamento dos três. Já em outubro de 2024, após o episódio, Tathiana Guzella foi eleita vereadora de Curitiba, com 12.515 votos.
Resposta dos acusados
Em nota enviada à imprensa, Tito Barrichelo e Tathiana Guzella declararam confiar plenamente na Justiça e reafirmaram seu compromisso com a legalidade e a ética. O casal ressaltou que o recebimento de uma denúncia não equivale à condenação e que os fatos ainda serão analisados pelo Judiciário, com respeito aos princípios constitucionais do contraditório, da ampla defesa e da presunção de inocência. A defesa técnica informou que se manifestará nos autos no momento oportuno.
Com informações de Tribuna do Paraná.
Fonte: Tribuna do Paraná.



