O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) deferiu, por unanimidade, o registro de candidatura de Fernando Francischini (PL) para concorrer a uma cadeira na Câmara dos Deputados nas eleições de outubro. A decisão foi tomada pelos juízes eleitorais no início de setembro.
Após a confirmação, Francischini declarou estar preparado para a disputa e afirmou que pretende retomar sua atuação voltada à segurança pública e ao combate à criminalidade. Em nota, o candidato disse que sua determinação não foi abalada pelas sanções que sofreu nos últimos anos e comemorou o retorno à arena eleitoral.
Cassação pelo TSE em 2021
Em outubro de 2021, o plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cassou o mandato de Francischini e o declarou inelegível. À época, ele exercia o cargo de deputado estadual, para o qual havia sido eleito em 2018 como o candidato mais votado no Paraná, com cerca de 428 mil votos.
A punição decorreu da prática de divulgar informações falsas sobre o sistema eletrônico de votação. Segundo o TSE, o político fez uso indevido dos meios de comunicação e cometeu abuso de poder político e de autoridade, condutas vedadas pelo artigo 22 da Lei Complementar nº 64/1990.
O episódio que motivou a cassação ocorreu no próprio dia das eleições de 2018, quando Francischini realizou uma transmissão ao vivo alegando que duas urnas eletrônicas estariam fraudadas e não registrariam votos para o então candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro. Durante a live, ele também afirmou que urnas tinham sido apreendidas e que teria tido acesso a documentos da Justiça Eleitoral comprovando irregularidades — afirmações que não se sustentaram.
Versão do candidato
Em nota divulgada após o deferimento do registro, Francischini classificou sua cassação como o início de uma perseguição política contra representantes do campo conservador. O candidato não apresentou novas provas sobre as alegações feitas em 2018.
Com informações de Tribuna do Paraná.
Fonte: Tribuna do Paraná.



