Andrieli Borsati, de 32 anos, secretária de Assistência Social do município de São João, no Sudoeste do Paraná, foi assassinada a facadas entre a noite de terça-feira (6) e a madrugada de quarta-feira (7). O crime aconteceu em uma casa de campo localizada na zona rural de Saudade do Iguaçu. O companheiro da vítima, de 29 anos, foi detido em flagrante pela prática de feminicídio.

Como o suspeito foi preso

De acordo com informações divulgadas pelo telejornal Boa Noite Paraná, da RPC, o homem se dirigiu voluntariamente a uma delegacia apresentando sinais visíveis de embriaguez e com manchas de sangue nas vestes. Com ele, os agentes encontraram um canivete que também continha vestígios de sangue. O nome do suspeito não foi tornado público pelas autoridades.

A propriedade onde o crime ocorreu foi isolada para que a equipe da Polícia Científica realizasse os trabalhos de perícia. O detido foi encaminhado ao sistema prisional. A Polícia Civil do Paraná (PCPR) informou que as investigações seguem em andamento para apurar a motivação do crime e demais circunstâncias do caso.

Repercussão e notas de pesar

A Prefeitura de São João divulgou nota lamentando a perda da servidora. No comunicado, o município destacou que o sorriso e a memória de Andrieli permanecerão vivos entre todos que a conheceram, e expressou solidariedade aos familiares e amigos.

A Secretaria de Estado da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa (Semipi) também se pronunciou, descrevendo Andrieli como advogada e gestora pública dedicada à rede de proteção social de São João — estrutura que acolhe famílias e mulheres em situação de vulnerabilidade. O órgão afirmou ter recebido a notícia com tristeza e indignação.

Segundo feminicídio na região em menos de duas semanas

A Semipi também mencionou o caso de Thais Lopatiuk, morta a facadas pelo companheiro em Francisco Beltrão, igualmente no Sudoeste do Paraná, cerca de dez dias antes. Segundo as informações, Thais foi atacada enquanto segurava a filha de seis anos no colo. O suspeito foi preso no último sábado (3).

Em nota, a secretaria reforçou que repudia qualquer forma de violência contra a mulher e que o feminicídio é um crime que não pode ser tolerado. A pasta afirmou ainda acompanhar os dois casos e estar à disposição das famílias e da rede de atendimento dos municípios envolvidos.

Canal de denúncias

Mulheres em situação de violência podem acionar o serviço de emergência pelo número 190 (Polícia Militar) ou pelo 180, a Central de Atendimento à Mulher, disponível 24 horas por dia.

Com informações de Tribuna do Paraná.

Fonte: Tribuna do Paraná.